Testemunho de casamento restaurado


É com grande alegria que venho compartilhar com vocês o primeiro testemunho de casamento restaurado no blog. Esse testemunho é da nossa querida irmã Driely, que confiou em Deus e ele em sua infinita miséricordia colocou tudo em seu devido lugar!!!


Estávamos juntos a pouco mais de 9 anos quando, em 2011, rompemos o nosso noivado após constantes brigas. Ficamos meses separados, ainda conversávamos, mas cada um tentou seguir com sua vida e novos relacionamentos. Meses depois, pouco antes de completarmos 10 anos, decidimos tentar mais uma vez e reatamos nosso noivado. Em maio de 2014 casamos, mas nosso relacionamento nunca mais tinha sido o mesmo desde nossa separação no noivado. Confesso eu me senti culpada por coisas que fiz, e isso acabava sempre vindo na minha cabeça, quando não em alguma discussão um acusava o outro do que havia feito. Mesmo assim tivemos bons momentos e decidimos que o casamento era uma consequência natural após tantos anos juntos, mesmo com constantes desentendimentos e um relacionamento já frio. A carga de problemas era tanto que brigamos até em nossa lua de mel... imagine, num lugar paradisíaco como o Caribe, com quarto de frente para o mar e o casal brigando! Meu Deus, e nós não víamos como sair de ciclo: tempos bons, tempos de crise, brigas com muitas ofensas e às vezes até quebrando coisas. Mesmo assim fomos levando nosso casamento. Sempre falava que não queria repetir a separação dos meus pais, mas caminhei para o mesmo fim sem me vigiar.
Nesse tempo desde o namoro até o casamento eu e ele éramos batizados na igreja católica, não praticantes (eu ainda ia raramente), nos tornamos espíritas assim que fomos retomando o noivado e depois também largamos, pois algo nos incomodava. Para melhorar, eu ainda vivia com crise de ansiedade e síndrome do pânico desde o final do noivado.
No segundo semestre de 2015 a situação se complicou: ele arrumou um emprego em casa, e não via que eu passava o dia fora e chegava em casa muito cansada. Eu, por minha vez, achava que ele poderia ajudar mais em casa. Ele jogava muito, e eu me irritava com a casa de pernas para o ar. Ele se irritava porque eu chegava e não queria sair. Nenhuma intimidade existia a muito tempo, eu simplesmente não conseguia (como disse, nada foi do mesmo jeito desde o problema do noivado). As coisas foram piorando e as brigas alcançavam gritos, grosserias e ofensas terríveis, e se estendiam por dias. Ele chegou a sair de casa uma vez, mas voltou depois de 4 dias na promessa de que eu seria mais branda e ele me ajudaria. Isso durou nem um mês.
No carnaval de 2015 íamos viajar, mas como ele perdeu o emprego optei por não e ficamos saindo por nossa cidade mesmo. No meio do carnaval ele falou uma frase que me tirou qualquer paciência e pronto: lá estávamos nós brigando de novo... brigamos por 3 dias, e na quinta-feira após o carnaval, quando saí para trabalhar, ele arrumou as malas dele e foi embora para a casa dos pais. Por um acaso fui em casa para pegar um exame, quando vi a aliança sobre o travesseiro e quase nada dele em casa. Liguei para meu sogro e fui até a casa dele, quando falei com meu marido que aquilo não era um comportamento de homem casado, que ele precisava honrar o compromisso do casamento (já falei daquele jeito prepotente). Ele foi seco e me disse que não voltaria, que a decisão dele estava tomada (divórcio) e nada o faria mudar. Os pais dele me pediram para ficar calma e que iriam conversar com ele. Voltei para casa e chorava, implorava a Deus por que aquilo dos meus pais havia se repetido na minha vida. Nesse mesmo dia uma amiga me falou que tinha grupo de oração numa igreja católica perto de casa e decidi ir. Falei que não iria repetir o erro do noivado e que iria lutar.
Nisso passou o final de semana e nada. Na semana seguinte fui até lá novamente e tentei conversar com ele, mas não tinha estrutura nenhuma e me descontrolava fácil. Por dois dias ele me humilhou muito, assim como eu havia feito por diversas vezes com ele durante nossas brigas. Em uma dessas eu cheguei a propor que eu deixaria o divórcio assinado e que, se voltássemos a brigar dessa forma ele poderia oficializar. Ele disse que sim, mas na verdade no dia de voltar para casa (10 dias depois de ter saído) apenas me ligou falando que não dava, que ele pensou e que gostava mais de mim, que não teria como dar certo e que era pra eu tocar a vida com alguém. Aquilo me desestruturou tanto que saí e carro como louca até a casa dos pais dele, e chorava absurdamente, pois ele havia me proibido de entrar. Ele dizia que se suicidaria se fosse necessário para se livrar de mim, e eu comecei a cogitar meu suicídio.
Eu ia para a igreja para chorar, porque em casa não conseguia fazer nada. Não comia nem dormia direito, e escrevia páginas e páginas de pedidos a Deus. Rezava e brigava com Deus. E nisso sabia que ele estava saindo, ficando com outras pessoas e tinha dado entrada no divórcio litigioso, pois sabia que eu não queria. Não sei quantas vezes chorava no trabalho, no carro, emagreci pois não tinha vontade de comer. Por fim decidi ficar na igreja de vez.
Alguns amigos me apoiavam, rezavam comigo e falavam que não era o fim. Outros diziam que eu já tinha sofrido demais e que não valia a pena. Não falava com meu marido porque ele havia me bloqueado, e nas poucas vezes em que falei ouvia muitas humilhações. Eu já havia pedido perdão de todo o meu coração quando as escamas dos meus olhos caíram e puder ver que mulher rixosa e mal educada eu era, sem amor e respeito. Ele não me perdoava e dizia que eu o havia ferido tão fundo que isto nunca seria perdoado, que eu não fazia parte da vida dele, que agora ele era livre. Como aquilo me machucava, e por diversas vezes pensei em desistir e ficar sozinha. Nossa família era um sonho, mas eu achava que Deus não me achava digna mesmo eu implorando tanto.
No decorrer desse tempo começou o Seminário de Vida no Espírito Santo, e decidi que era melhor fazer. Que benção! Me entregava, chorava, sentia de verdade o perdão e a misericórdia de Deus. Durante o seminário tive uma visão de que eu tinha finalmente perdoado meu pai (a quase 20 anos eu tinha raiva dele pela traição e o abandono meu e da minha mãe). Logo em seguida conheci o ministério de cura e libertação da igreja, que reforçou esse sentimento. Na mesma semana consegui abraçar carinhosamente meu pai e conversar com minha mãe sobre o casamento deles (se separaram e depois de 4 anos voltaram a viver juntos mas com mágoas). Ali sabia que estava começando a encerrar um ciclo. Pedia a libertação da hereditariedade que havia em toda a família, pois eram muitos os casos de separação.
Duas semanas depois durante uma das pregações eu vi a cena da reconciliação com meu marido... chorava copiosamente! A nessa mesma semana eu havia até cogitado largar meu emprego e sair do país, tinha muita vergonha da separação. E também tinha conversado com meu marido naquela semana, e ele tinha sido mais educado mas afirmava que não havia salvação para nosso relacionamento, que ele não gostava mais de mim e que era para eu me cuidar. Eu apenas tinha uma certeza que receberia alguma notícia. Alguns dias depois veio a Páscoa, e eu havia entregue uma carta por meio de um amigo, e em uma madrugada ele havia me enviado uma mensagem falando que me queria bem, mas que eu precisava levar minha vida, que ele não gostava mais e que já havia conhecido novas pessoas com novas experiências, e era isso. Quando acordei e vi essa mensagem me desabou, passei mal... havia passado tantos dias fazendo corrente de oração, jejum, falando com Deus e só piorava... nesse mesmo dia liguei para ele e pedi para conversar, e que parasse de me enviar essas mensagens. Conversamos de noite e fui completamente humilhada no restaurante, chorava em público, mas insistia que eu estava lutando pela nossa família, que era o que eu deveria ter feito desde o noivado mas que meu orgulho e minha “auto suficiência” lá trás não me deixavam, que lá trás eu não tinha maturidade mas que tinha que fazer agora. Ele foi muito frio e eu implorando ao Espírito Santo que me desse forças. Saí dali arrasada e cheguei na parte final da missa de cura e libertação; sentei no chão da igreja e comecei a chorar, fraca e desacreditada. No dia seguinte fui ao Seminário (terça-feira) e ali Deus falou de entrega. Uma das pessoas da organização virou e falou “ainda tem gente brigando com Deus, querendo ser Deus... e ele quer que você pare com isso e entregue”. Pronto, aquilo foi direto para mim! Cheguei em casa e antes de dormir conversei com Deus e falei que ia doer, muito, mas que eu tentaria entregar um pouco a cada dia, e que Ele fosse paciente comigo e me perdoasse por ser tão incrédula. Dois dias depois, na quinta-feira, eu tinha implorado para Deus que me ajudasse, que eu queria nosso casamento para salvar a mim e ao meu marido para servimos a Ele. De tarde, no mesmo dia, meu marido me mandou uma mensagem falando que precisava conversar. Eu tremia, muito, e liguei para ele e perguntei com voz embragada do que se tratava. Ele disse com uma voz serena que há muito tempo não ouvia e disse que era algo bom. Eu falei que tudo bem e que conversaríamos depois do meu expediente. Mesmo assim depois ele me enviou mensagens, falando que achava que deveríamos nos dar chances, que ele estava sentindo falta e que nunca deixou de me amar. Isso foi 50 dias depois de ter saído de casa. Conversamos e ficamos, e combinamos de no dia seguinte ele ir até nossa casa. Conversamos durante o dia e à noite ele foi pra lá, mas a conversa a todo momento tendia a assuntos antigos. Aquilo estava me consumindo e parecia que queriam roubar minha benção.. clamei ainda mais o Espírito Santo e só assim consegui transmitir o que precisava para nossa conversa fluir. Meu marido também me contou que até mesmo algumas pessoas que ele conheceu diziam que ele deveria retomar, porque a esposa dele precisava, e ainda confessou que com nenhuma pessoa se sentia realmente bem e que muitas vezes tinha que lembrar de mim, até que, segundo ele “ele dormiu um dia afirmando que nunca retomaria e acordou no outro dia e a todo momento vinha na cabeça dele que ele deveria me procurar e cuidar do nosso relacionamento”. Ele continuou na casa dos pais, mas já não saía para procurar outras pessoas e ficava somente comigo, indo para nossa casa aos finais de semana. Durante a semana nos víamos algumas vezes e por algumas via que ele se irritava, pois muitos do lado dele falavam que não ia dar certo e tudo remetia ele ao passado. Mas Deus só faz a obra completa, e para honra e glória Dele estamos vencendo isso. No dia 21 de abril, 70 dias depois de ter saído, ele voltou ao nosso lar e desistiu do divórcio, oh glória! Dizer que tudo é perfeito de lá para cá, não... o inimigo não se dá por vencido e planta armadilhas... mas Deus é maior! Meu marido começou a ir comigo na igreja, e disse que tem me feito muito bem servir na comunidade. O emprego novo dele realmente o deixará um pouco longe eventualmente, mas Deus é tão perfeito que nos tem atendido nas preces e nos feito nos apaixonar novamente, nos redescobrir e criar intimidade. E mais ainda: tem nos mostrado o quanto precisávamos nos transformar, refazer prioridades na vida e acender em ambos o desejo pela família. Meu marido não queria filhos, mas passou a querer ser pai, presente e amoroso. Glória a Deus pelas libertações que eram necessárias, obrigado Senhor por tudo o que nos aconteceu! Eu não entendia, mas eu precisava, eu só havia ouvido falar, mas os meus olhos viram e podem testemunhar Teu poder, Teu amor e Tua misericórdia.

Querida Driely, que o senhor seja sempre a base do casamento e que você siga adiante ensinando outras mulheres a depositarem a mesma confiança que você depositou em Deus para que também alcancem a benção de ter seus casamentos restaurados!!!


Fiquem na paz!!!

Comentários

  1. Testemunho lindo maravilhoso
    E Deus esteja sempre com vc Driely

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  2. Glória a Deus. Difícil encontrar testemunhos assim na nossa Igreja.

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